Igreja

Rádio GOTHMLP

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

AMIGOS DA PALAVRA

Porque julgas o teu irmão? (Rm 14, 7-12)
O julgamento é o próprio mal. É o verme mais doentio e contagioso que pode haver na vida de uma pessoa. Cuide com as coisas que você fala. Cuide de sua cabeça e daquilo que pensa dos outros. A sua forma de ver as coisas não é a única forma. Julgar é querer ser mais que os outros. A caridade e a humildade no falar e no agir trazem resultados melhores que os julgamentos e o desprezo. O diálogo e os atos de amor dão resultado. Amar sim, julgar não.

Sobre o milagre da primeira multiplicação dos pães

O milagre: com apenas cinco pães e dois peixes Nosso Senhor Jesus Cristo alimenta quase cinco mil pessoas
O milagre da primeira multiplicação dos pães, efetuado por Nosso Senhor Jesus Cristo, está narrado nos quatro Evangelhos: São Mateus (14, 13-24), São Marcos (6,30-46), São Lucas (9, 10-17) e São João (6, 1-15).
Em suma, o que aconteceu foi que Nosso Senhor havia chamado os Apóstolos, concedido-lhes poder contra os espíritos imundos, e enviado, dois a dois, para pregarem, com algumas advertências. Entre elas estava que não deviam levar pão e nem dinheiro; fossem calçados de sandálias e apenas com uma túnica. De onde não fossem bem recebidos, e de onde nem os quisessem ouvir, deveriam se retirar, sacudir o pó dos pés em testemunho contra as pessoas do lugar. Os Apóstolos partiram, recomendaram aos povos que fizessem penitência, expulsaram muitos demônios e curaram muitos enfermos.
Ao regressarem, narraram a Nosso Senhor tudo o que tinham feito e ensinado. E Ele lhes disse: “Vinde à parte, a um lugar solitário e descansai um pouco”. E, tomando-os consigo, afastaram-se, em uma barca, para um lugar deserto, do outro lado do mar da Galiléia. Porém, muitas pessoas os viram partir ou tiveram notícia da sua partida. Por isso uma multidão seguiu a pé, de vários lugares, e chegaram antes lá. Então Nosso Senhor retirou-se para um lugar alto e lá sentou-se com seus discípulos. Vendo, porém, que o buscava tão grande multidão, compadeceu-se deles, porque “eram como ovelhas sem pastor; e os recebeu, e lhes falou do reino de Deus, e curou os que necessitavam de saúde”.
Adiantando-se muito a hora, Nosso Senhor perguntou a um dos apóstolos: “Onde compraremos pão, para que toda esta gente possa comer”? A resposta foi a sugestão a de que despedisse a multidão para que indo pelas aldeias e lugares vizinhos, cada um comprasse o que comer. Mas Nosso Senhor lhes disse: “Não é necessário que eles se retirem: dai-lhes vós mesmos de comer”.
Observaram que havia lá um moço que tinha apenas cinco pães de cevada e dois peixes! – “Trazei-os aqui, disse Nosso Senhor, e fazei assentar o povo, por grupos, sobre a relva”. Tomou os cinco pães e os dois peixes, benzeu os pães, deu-os aos discípulos, e estes ao povo, que estava sentado. Distribuiu também dos peixes tanto quanto quiseram; todos comeram e ficaram saciados.
Depois Nosso Senhor ordenou que recolhessem os pedaços que sobraram, para que não se perdessem. Recolheram, enchendo doze cestos dos pedaços dos cinco pães de cevada e dos dois peixes, que tinham sobrado!
A reação diante de tão estupendo milagre foi, da parte dos Apóstolos, uma exclamação de reconhecimento unânime de que Ele era o Messias – “Este é verdadeiramente o profeta que há de vir ao mundo!” – e da parte da multidão foi a tentativa de arrebatá-lo para o fazerem rei.
Em face disso, Nosso Senhor, imediatamente, forçou os discípulos a embarcar, de volta, enquanto ele despedia o povo.
 O milagre da multiplicação dos pães: fonte de inúmeros ensinamentos para os fiéis católicos
O milagre da multiplicação dos pães é um dos mais característicos do Evangelho, nem há quem, em boa fé, se atreva a contestar a sua autenticidade. E ele tem sido fonte para os santos e predicadores da Igreja, ao longo dos séculos, de incontáveis ensinamentos. Por exemplo:
1) São Gregório: “Nosso Senhor mandou dois a dois os seus discípulos para pregar, porque são dois os preceitos da caridade: o amor de Deus e do próximo. E não pode existir esta (a caridade) senão com os dois amores. Deste modo Nosso Senhor nos mostra que quem não tem caridade para com os demais não deve, de nenhum modo, tomar a seu cargo a tarefa da pregação”.
2) São Beda, o venerável: “Indo de barco para um lugar deserto e deixando que os povos fossem a pé, Nosso Senhor Jesus Cristo pôs à prova a fé daquelas pessoas; e, indo para um lugar deserto, verificava se tinham mesmo intenção de segui-Lo. Seguindo à pé e conseqüentemente com fadiga, mostravam quanta solicitude punham em cuidar de sua salvação”.
3) São Teófilo: “Assim também deve acontecer conosco: não devemos esperar que Nosso Senhor nos chame; devemos anteciparmo-nos para chegar a Ele”.
4) São Beda: “Nosso Senhor disse aos Apóstolos: “Dai-lhes vós mesmos de comer” a fim de que, vendo eles que não tinham quase nada, ficasse mais notável a grandeza do milagre”.
5) São Beda: “Mandou aos Apóstolos que eles distribuíssem os pães para lhes ensinar (ou seja, também aos seus sucessores, os Bispos e os sacerdotes) que eles hão de alimentar diariamente nossos corações, que estão em jejuns, com seus ensinamentos e exemplos.”
6) São Beda: “Os cinco pães são figura dos cinco livros da lei mosaica (escrita por Moisés), e os dois peixes figuram os Salmos e os profetas. Os dois peixes também são os escritos dos pescadores (Apóstolos), ou seja, o Evangelho e as Epístolas.”
7) São Beda: “Tal como são em número de cinco os sentidos exteriores do homem (visão, audição, paladar, olfato e tato), as cinco mil pessoas que seguiram a Nosso Senhor figuram aqueles (e aquelas) que, todavia tendo vivido no mundo, souberam usar bem das coisas exteriores (os bens materiais)”
8) Glosa: “Com o milagre da multiplicação dos pães, mostra o Senhor que é Ele o autor de todas as coisas; andando sobre as águas, nos faz ver que seu corpo estava livre do peso de todo pecado; e, acalmando os ventos e sossegando a fúria das ondas, nos faz ver que domina sobre os elementos da natureza”.
9) O povo dividido em grupos é uma imagem da Igreja, onde os fiéis, divididos em dioceses e paróquias, devem receber, dos seus respectivos pastores, os ensinamentos sagrados, e, sobretudo, a Santa Eucaristia. Da mesma forma, a distribuição dos pães, no deserto, como a do pão eucarístico, na Igreja, se faz por intervenção dos discípulos, isto é, dos padres.

 Fonte: Baseado em http://vocacionadosdedeusemaria.blogspot.com/

A oração do lenhador assistido milagrosamente na hora da morte

Ano 1880 – Suíça
Por volta de 1880 ocorreu o seguinte maravilhoso acontecimento: um pároco ouviu de noite uma voz que o chamava e dizia:
- Vá logo a tal ponto das montanhas da Suíça, para levar a Comunhão a um homem que vai morrer.
O pároco se levantou, tomou o Santíssimo Sacramento, montou a cavalo e partiu, acompanhado pelo sacristão. Ao despontar da aurora chegou ao lugar indicado, e vendo um velho lenhador lhe perguntou:
- Há algum enfermo na sua farmília?
- Que eu saiba, nenhum, graças a Deus.
E mandou perguntar pelas casas de campo mais próximas, mas nenhum enfermo apareceu.
Não sabendo o sacerdote explicar o que acontecerá, determinou voltar para sua paróquia, mas o velho lenhador lhe disse:
- Senhor Padre, já que vós levais o Santíssimo Sacramento e eu não posso, por causa da minha velhice, ir à igreja tão distante, descansai um pouco, depois ouvi-me em confissão, e em seguida dai-me a Comunhão.
- Muito bem, respondeu o padre, e satisfez os desejos do velho.
Pôs-se depois em marcha, e mal se havia afastado duzentos passos, foi chamado aos gritos por um Jovem:
- Senhor Padre! Senhor Padre! Vinde rápido que meu pai teve um ataque.
Com efeito, o sacerdote acorreu e encontrou o velho já em agonia, mas com o rosto alegre e sereno. E, ao ver o sacerdote, lhe disse:
- Foi meu Anjo da Guarda que vos enviou. Foi por minha causa que fostes ontem chamado. Eu estava perto da morte e não o sabia. Sempre tive especial devoção ao Santíssimo Sacramento, e como temia ser vítima de um ataque, um dia roguei ao Senhor que não me deixasse morrer sem receber o santo Viático. Bendito seja Deus, que me ouviu!
Pouco depois, com os sentimentos da mais acendrada piedade e com a paz do justo, o velho lenhador, assistido por seu próprio pároco, entregou a alma a Deus.
Estejamos sempre preparados para qualquer infortúnio. Não deixemos de rezar e nem de inscrever nossas intenções na Santa Missa.
Inscreva seus pedidos na Missa dos Amigos do Coração de Jesus. Ligue para 0800 773 1119

2 de novembro – Dia dos Fiéis Defuntos

Depois de ter celebrado, no dia 1° deste mês, seus filhos admitidos à Glória eterna, a Igreja, mãe compassiva e misericordiosa, recorda hoje aqueles que já salvaram suas almas mas ainda não puderam entrar no Paraíso, por estarem se purificando no Purgatório. Ela incentiva os fiéis a rezarem por essas almas padecentes e abre com liberalidade, em benefício delas, os tesouros de suas indulgências.

Extraído do livro “Cada dia tem seu santo…” de A de França Andrade

terça-feira, 1 de novembro de 2011

AMIGOS DA PALAVRA

Manter um bom entendimento uns com os outros... (Rm 12, 5-16)
Poderíamos escolher várias frases da leitura. Marque este texto e releia várias vezes durante o dia. Para viver bem com o outro é necessária a humildade, a atenção e antes de tudo a unidade que gera a presença de Jesus. Hoje é um dia para nos esforçamos nos atos de amor e na capacidade de recomeçar.