Santo do dia: Santo Atanásio, Bispo e doutor da Igreja; Beato Boleslau Strzelecki, presbítero e mártir
Cor litúrgica: branco
Evangelho de hoje: São João 14, 7-14
Primeira leitura: Atos dos Apóstolos 13, 44-52Leitura dos Atos dos Apóstolos:
44No sábado seguinte, quase toda a cidade se reuniu para ouvir a
palavra de Deus. 45Ao verem aquela multidão, os judeus ficaram cheios de
inveja e, com blasfêmias, opunham-se ao que Paulo dizia. 46Então, com
muita coragem, Paulo e Barnabé declararam: 'Era preciso anunciar a
palavra de Deus primeiro a vós. Mas, como a rejeitais e vos considerais
indignos da vida eterna, sabei que nos vamos dirigir aos pagãos.
47Porque esta é a ordem que o Senhor nos deu: 'Eu te coloquei como luz
para as nações, para que leves a salvação até os confins da terra'.'
48Os pagãos ficaram muito contentes, quando ouviram isso, e glorificavam
a palavra do Senhor. Todos os que eram destinados à vida eterna,
abraçaram a fé. 49Desse modo, a palavra do Senhor espalhava-se por toda a
região. 50Mas os judeus instigaram as mulheres ricas e religiosas,
assim como os homens influentes da cidade, provocaram uma perseguição
contra Paulo e Barnabé e expulsaram-nos do seu território. 51Então os
apóstolos sacudiram contra eles a poeira dos pés, e foram para a cidade
de Icônio. 52Os discípulos, porém, ficaram cheios de alegria e do
Espírito Santo.
- Palavra do Senhor
- Graças a Deus

Salmo 97 (98)
- Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.
R: Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.
- O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel.
R: Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.
- Os confins do universo contemplaram da salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!
R: Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 14, 7-14
- Aleluia, Aleluia, Aleluia!
- Se guardais minha palavra, diz Jesus, realmente vós sereis os meus discípulos (Jo 8, 31s)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João:
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 7Se vós me
conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e
o vistes.' 8Disse Filipe: 'Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!'
9Jesus respondeu: 'Ha tanto tempo estou convosco, e não me conheces,
Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: 'Mostra-nos o Pai'?
10Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras
que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai que,
permanecendo em mim, realiza as suas obras. 11Acreditai-me: eu estou no
Pai e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas
obras. 12Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as
obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o
Pai, 13e o que pedirdes em meu nome, eu o realizarei, a fim de que o
Pai seja glorificado no Filho. 14Se pedirdes algo em meu nome, eu o
realizarei.
- Palavra da Salvação
- Glória a Vós, Senhor
Comentário do dia por São Bernardo (1091-1153)
Monge cisterciense, Doutor da Igreja
Homilia sobre o Aqueduto
«Se Me conhecêsseis, conheceríeis também meu Pai»
Aquele que disse: «Eu estou no Pai e o Pai está em Mim» afirma
igualmente: «Eu saí de Deus e venho dele» (Jo 8,42). […] O Verbo fez-Se
carne e habitou entre nós (Jo 1,14). Ele habita com toda a certeza no
nosso coração pela fé; habita na nossa memória, habita no nosso
pensamento, desce até à nossa própria imaginação. Outrora, de facto, que
ideia poderia o homem ter de Deus, senão talvez a de um ídolo fabricado
pelo seu coração? Deus era incompreensível e inacessível, invisível e
perfeitamente incapaz de ser apreendido pelo pensamento. Mas agora, Ele
quis que pudéssemos compreendê-Lo, quis que pudéssemos vê-Lo, quis que
pudéssemos apreendê-Lo pelo pensamento.
De que maneira? – perguntas. Pois estando deitado numa manjedoura,
repousando no regaço da Virgem, pregando na montanha, passando a noite
em oração; e estando pregado na cruz, experimentando a lividez da morte,
«livre entre os mortos» (Sl 87,6) e imperando sobre o inferno;
finalmente, ressuscitando ao terceiro dia, mostrando aos apóstolos a
marca dos cravos, sinais da sua vitória, e por último, penetrando, à
vista deles, nos segredos do céu.
De todos estes acontecimentos, não haverá algum que suscite em nós um
pensamento verdadeiro, fervoroso, santo? Pensando em qualquer deles, é
em Deus que penso, e em todos eles, Ele é o meu Deus. A verdadeira
sabedoria consiste em meditar nesses acontecimentos. […] Foi esta mesma
suavidade que Maria foi beber amplamente nas alturas para a derramar
sobre nós.