Igreja

Rádio GOTHMLP

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

07 de Setembro – Dia da Independência do Brasil

 O Dia da Independência do Brasil é celebrado em 07 de setembro, dado que foi nesse dia em que, às margens do rio Ipiranga, D. Pedro tornou o país independente.

A Independência do Brasil é celebrada em todo dia 07 de setembro. Essa comemoração acontece desde a época do Primeiro Império, que, a cada ano, rememorava a ocasião em que o país se tornou independente de Portugal no ano de 1822. O processo de independência do Brasil teve como principais atores históricos, além do príncipe regente D. Pedro (que se tornou o imperador D. Pedro I), alguns representantes da elite interessada na ruptura entre Brasil e Portugal. Entre esses representantes, encontrava-se aquele que também se tornou um dos maiores articuladores do Império, José Bonifácio de Andrada e Silva.

De certa forma, a possibilidade de um “Brasil independente” remonta à época da vinda da família real para o Brasil em 1808, acontecimento que inaugurou em nosso país o chamado Período Joanino. D. João VI veio com sua corte para o Brasil por ter se recusado a ser conivente com a política do Bloqueio Continental, imposta por Napoleão Bonaparte contra o Reino Unido. Como Portugal possuía importantes acordos econômicos com os ingleses, D. João VI achou por bem desobedecer às ordens do imperador francês e abandonar a Península Ibérica, sendo escoltado por navios ingleses até a costa brasileira.

Nessa época, o Brasil foi alçado à condição de Reino Unido, junto a Portugal e Algarves, deixando assim a condição de ser colônia. Muitas das ações empreendidas por D. João VI no Brasil durante o período em que aqui esteve (1808-1821) colaboraram para que o país ganhasse uma relevância que ainda não possuía. Essa relevância tinha dimensões econômicas, políticas e culturais. Entretanto, nos anos que seguiram após o fim da Era Napoleônica (1799-1815), Portugal passou por intensas turbulências políticas. Essa situação exigiu a volta do rei D. João VI com sua corte em 1821.

O rei português deixou no Brasil como seu representante D. Pedro, seu filho, que recebeu o título de príncipe regente. Durante o ano de 1821 e até os primeiros dias do mês de setembro de 1822, as turbulências políticas de Portugal fizeram-se refletir também no Brasil. As assembleias que ocorriam em Lisboa (que contavam também com representantes brasileiros) ganhavam pautas que defendiam o retorno de Portugal como o centro político do referido Reino Unido e, por consequência, a submissão do Brasil à sua posição.

Ao mesmo tempo, em terras brasileiras, o príncipe regente, orientado por representantes das elites políticas locais, promovia uma série de reformas que desagradavam as elites lusitanas. As ações de de D. Pedro mobilizaram a corte portuguesa a pedir a sua volta imediata para Portugal no início de 1822. D. Pedro recusou-se a abandonar o Brasil e, em 09 de janeiro, optou pela sua permanência no país. Esse dia ficou conhecido como Dia do Fico.

As indisposições entre Portugal e Brasil continuaram ao longo do primeiro semestre de 1822. Esse período de intensas discussões e propostas direcionadas à efetivação da independência foi exaustivamente estudado por muitos historiadores, tanto portugueses quanto brasileiros. No Brasil, destacam-se os nomes de Oliveira Lima e Nelson Werneck Sodré. No mês de setembro, as cortes portuguesas deram um ultimato para D. Pedro voltar para Portugal, sob ameaça de ataque militar. O príncipe que estava em viagem ao estado de São Paulo recebeu a notícia e, antecipando uma decisão que já estava quase nas “vias de fato”, declarou o país independente às marges do rio Ipiranga, no dia 07. Esse gesto implicaria a futura organização do país enquanto nação e enquanto império, um projeto que não era fácil de ser conduzido, como acentua o historiador Boris Fausto:

Alcançado em 7 de setembro de 1822, às margens do riacho Ipiranga, dom Pedro proferiu o chamado Grito do Ipiranga, formalizando a Independência do Brasil. Em 1° de dezembro, como apenas 24 anos, o príncipe, regente era coroado Imperador, recebendo o título de dom Pedro I. O Brasil se tornava independente, com a manutenção da forma monárquica de governo. Mais ainda, o novo país teria no trono um rei português. Este último fato criava uma situação estranha, porque uma figura originária da Metrópole assumia o comando do país. Em todo de dom Pedro I e da questão de sua permanência no trono muitas disputas iriam ocorrer, nos anos seguintes.” [1]
NOTAS
[1] FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2013. p 116.

Por Me. Cláudio Fernandes

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Evangelho Diário

Santo do dia: São Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja; Beato Guala, Bispo
Cor litúrgica: branco
Evangelho do dia: São Lucas 5, 1-11
Primeira leitura: Colossenses 1, 9-14
Leitura da carta de São Paulo aos Colossenses:
Irmãos: 9Desde que recebemos essas notícias, não deixamos de rezar insistentemente por vós, para que chegueis a conhecer plenamente a vontade de Deus, com toda a sabedoria e com o discernimento da luz do Espírito. 10Pois deveis levar uma vida digna do Senhor, para lhe serdes agradáveis em tudo. Deveis produzir frutos em toda boa obra e crescer no conhecimento de Deus, 11animados de muita força, pelo poder de sua glória, de muita paciência e constância. 12Com alegria dai graças ao Pai, que vos tornou capazes de participar da luz, que é a herança dos santos. 13Ele nos libertou do poder das trevas e nos recebeu no reino de seu Filho amado, 14por quem temos a redenção, o perdão dos pecados.
- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
Salmo 97 (98)
- O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel.
R: O Senhor fez conhecer seu poder salvador, perante as nações.
- Os confins do universo contemplaram da salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!
R: O Senhor fez conhecer seu poder salvador, perante as nações.
- Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa e da cítara suave! Aclamai, com os clarins e as trombetas, ao Senhor, o nosso Rei!
R: O Senhor fez conhecer seu poder salvador, perante as nações.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 5, 1-11
- Aleluia, Aleluia, Aleluia!
- Vinde após mim, disse o Senhor, e eu ensinarei a pescar gente (Mt 4, 19)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas:
Naquele tempo: 1Jesus estava na margem do lago de Genesaré, e a multidão apertava-se ao seu redor para ouvir a palavra de Deus. 2Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago. Os pescadores haviam desembarcado e lavavam as redes. 3Subindo numa das barcas, que era de Simão, pediu que se afastasse um pouco da margem. Depois sentou-se e, da barca, ensinava as multidões. 4Quando acabou de falar, disse a Simão: 'Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca'. 5Simão respondeu: 'Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes'. 6Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes que as redes se rompiam. 7Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca, para que viessem ajudá-los. Eles vieram, e encheram as duas barcas, a ponto de quase afundarem. 8Ao ver aquilo, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: 'Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!' 9É que o espanto se apoderara de Simão e de todos os seus companheiros, por causa da pesca que acabavam de fazer. 10Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão, também ficaram espantados. Jesus, porém, disse a Simão: 'Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens.' 11Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus.
- Palavra da Salvação
- Glória a Vós, Senhor
Comentário do dia por Santo Ambrósio (c. 340-397)
Bispo de Milão, Doutor da Igreja
Tratado sobre o evangelho de S. Lucas

«Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca»
«Faz-te ao largo» quer dizer: avança para o mar alto dos debates. Haverá profundidade comparável aos «abismos da riqueza, da sabedoria e da ciência do Filho de Deus» (Rom 11,33), à proclamação da sua filiação divina? [...] A Igreja é conduzida por Pedro para o mar alto do testemunho, para contemplar o Filho de Deus ressuscitado e o Espírito Santo derramado.
O que são estas redes de apóstolo que Cristo nos manda lançar? Não serão o encadeado das palavras, as voltas do discurso, a profundidade dos argumentos, que não deixam escapar aqueles que são agarrados? Estes instrumentos de pesca dos apóstolos não matam a presa, mas guardam-na, retiram-na dos abismos para a luz, conduzem-na lá de baixo até às alturas. [...]
«Mestre», diz Pedro, «andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes.» Também eu, Senhor, sei que é de noite para mim quando não és Tu a dar-me as ordens. Ainda não converti ninguém com as minhas palavras, ainda é noite. Falei no dia da Epifania: lancei a rede, mas ainda não apanhei nada. Lancei a rede durante o dia. Espero as tuas ordens; à tua palavra, tornarei a lançá-la. A confiança em si mesmo é vã, mas a humildade dá muito fruto. Eis que aqueles que até então não tinham apanhado nada, à palavra do Senhor capturam uma enorme quantidade de peixes.
 

Igreja no Uruguai incentiva a entronização da Bíblia nos templos, capelas e casas



Gaudium Press - 2015/09/02
 
Montevidéu - Uruguai (Quarta-feira, 02-09-2015, Gaudium Press) "Ai de mim se não pregar o Evangelho!", assim é o lema com o qual a Igreja no Uruguai comemorará durante este mês de setembro o Mês da Bíblia. O convite é para viver um encontro com Jesus Cristo através do alimento espiritual da Palavra de Deus.
Igreja no Uruguai incentiva a entronização da Bíblia nos templos, capelas e casas.jpg
Por ocasião do evento, a Comissão Nacional da Animação Bíblica de Pastoral da Conferência Episcopal Uruguaia (CNABP), a cargo de Dom Hermes Garín, dirigiu uma mensagem aos fiéis do país, principalmente às diferentes pastorais e àqueles que estão constantemente em contato com as Sagradas Escrituras, para que dediquem um espaço especial para a leitura e meditação da Bíblia, centrando a atenção nos Salmos: "Em setembro, mês da Bíblia, nos oferece uma bela oportunidade para viver o encontro com Jesus Cristo por meio de sua Palavra tanto pessoal como comunitária. Este ano a partir da CNABP temos publicado um guia sobre os Salmos, onde se sugerem vários Salmos para estudar e compartilhar nos encontros bíblicos das diferentes comunidades".

Do mesmo modo, se faz um convite para que durante o Mês da Bíblia se dedique um espaço de tempo e de lugar para entronizar a Palavra de Deus: "Neste mês, todos nós devemos se sentir motivados a entronizar a Bíblia nos templos, capelas e em nossas casas. Um altar simples para a Bíblia em casa nos ajuda a recordar que a Sagrada Escritura é fonte a qual sempre se pode acudir".

Em união com este convite, e para animar ainda mais a participação dos fiéis no setembro bíblico, a partir da Comissão de Animação Bíblica também se projetou um pôster com o lema do evento, que se inspira por sua vez nas palavras do Papa Francisco quando disse: "A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira dos que se encontram com Jesus. Aqueles que se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento".

Duas são as razões pelas quais durante setembro se comemora o Mês da Bíblia. A primeira delas é porque no dia 30 deste mês se celebra a festa litúrgica de São Jerônimo, que é conhecido como o Pai das ciências Bíblicas, já que traduziu a Bíblia para o Latim.

Outra das razões pelas quais durante setembro se celebra o Mês da Bíblia, se deve a que durante este mês, o dia 26 de 1569, se terminou de imprimir totalmente a Bíblia em espanhol, chamada por então "Bíblia do Urso", nome que recebeu devido ao fato de que na capa do livro tinha um urso comendo mel. Sua tradução esteve a cargo de Casidoro de Reina e foram publicados uns 260 exemplares. (GPE/EPC)

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Intenções do Papa Francisco: - Setembro de 2015 -


 PAPA FRANCISCO.jpg

Universal:
Oportunidade para os jovens

Para que abundem as oportunidades
de formação e de trabalho
para os jovens.


Pela Evangelização:

Catequistas, testemunhas da Fé
Para que a vida dos catequistas
seja um testemunho coerente da
fé que anunciam.
* * * *
Todos os meses o Papa confia suas intenções ao apostolado da oração. Esta iniciativa é  seguida por milhões de fiéis em todo mundo.

Evangelho Diário

Santo do dia: Santo Agrícola, Bispo
Cor litúrgica: verde
Evangelho de hoje: São Lucas 4, 38-44
Primeira leitura: Colossenses 1, 1-8
Início da carta de São Paulo aos Colossenses:
1Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus e o irmão Timóteo, 2aos santos e fiéis irmãos em Cristo que estão em Colossos: graça e paz da parte de Deus nosso Pai. 3Damos graças a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, sempre rezando por vós, 4pois ouvimos acerca da vossa fê em Cristo Jesus e do amor que mostrais para com todos os santos, 5animados pela esperança na posse do céu. Disso já ouvistes falar no Evangelho, cuja palavra de verdade chegou até vós. 6E como no mundo inteiro, assim também entre vós ela está produzindo frutos e se desenvolve desde o dia em que ouvistes a graça divina e conhecestes verdadeiramente. 7Assim aprendestes de Epafras, nosso estimado companheiro, que é junto de vós um autêntico mensageiro de Cristo. 8Foi ele quem nos deu notícia sobre o amor que o Espírito suscitou em vós.
- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
Salmo 51 (52)
- Eu, porém, como oliveira verdejante na casa do Senhor, confio na clemência do meu Deus agora e para sempre!
R: Confio na clemência do meu Deus, agora e sempre!
- Louvarei a vossa graça eternamente, porque vós assim agistes; espero em vosso nome, porque é bom, perante os vossos santos!
R: Confio na clemência do meu Deus, agora e sempre!
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 4, 38-44
- Aleluia, Aleluia, Aleluia!
- O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o evangelho (Lc 4, 18)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas:
Naquele tempo: 38Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. 39Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los. 40Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus colocava as mãos em cada um deles e os curava. 41De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: 'Tu és o Filho de Deus.' Jesus os ameaçava, e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias. 42Ao raiar do dia, Jesus saiu,
e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até ele, tentavam impedi-lo que os deixasse. 43Mas Jesus disse: 'Eu devo anunciar a Boa Nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado.' 44E pregava nas sinagogas da Judéia.
- Palavra da Salvação
- Glória a Vós, Senhor