Santo do dia: Santos Ponciano, Papa, e Hipólito, presbítero, mártires; São João Berchmans, religioso
Cor litúrgica: verde
Evangelho do dia: São Mateus 18, 21-19, 1
Primeira leitura: Josué 3, 7-11.13-17
Leitura do livro de Josué:
Naqueles dias, 7O Senhor disse a Josué: 'Hoje começarei a exaltar-te
diante de todo Israel, para que saibas que estou contigo assim como
estive com Moisés. 8Tu, ordena aos sacerdotes que levam a arca da
aliança, dizendo-lhes: Quando chegardes à beira das águas do Jordão,
ficai parados ali'. 9Depois Josué disse aos filhos de Israel:
'Aproximai-vos para ouvir as palavras do Senhor vosso Deus'. 10aE
acrescentou: 'Nisto sabereis que o Deus vivo está no meio de vós e que
ele Expulsará da vossa presença os cananeus. 11Eis que a arca da aliança
do Senhor de toda a terra vai atravessar o Jordão adiante de vós. 13E
logo que os sacerdotes, que levam a arca do Senhor de toda a terra,
tocarem com a planta dos pés as águas do Jordão, elas se dividirão: as
águas da parte de baixo continuarão a correr, mas as que vêm de cima
pararão, formando uma barragem'. 14Quando o povo levantou acampamento
para passar o rio Jordão, os sacerdotes que levavam a arca da aliança
puseram-se à frente de todo o povo. 15Quando chegaram ao rio Jordão e os
pés dos sacerdotes se molharam nas águas da margem - pois o Jordão
transborda e inunda suas margens durante todo o tempo da colheita -,
16então as águas, que vinham de cima, pararam, formando uma grande
barragem até Adam, cidade que fica ao lado de Sartã, e as que estavam na
parte de baixo, desceram para o mar da Arabá, o mar Salgado, até
secarem completamente. Então o povo atravessou, frente a Jericó. 17E os
sacerdotes que levavam a arca da aliança do Senhor conservaram-se firmes
sobre a terra seca, no meio do rio, e ali permaneceram até que todo
Israel acabasse de atravessar o rio Jordão a pé enxuto.
- Palavra do Senhor
- Graças a Deus

Salmo 113A (114)
- Quando o povo de Israel saiu do Egito, e os filhos de Jacó, de um
povo estranho, Judá tornou-se o templo do Senhor, e Israel se
transformou em seu domínio.
R: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- O mar, à vista disso,
pôs-se em fuga, e as águas do Jordão retrocederam; as montanhas deram
pulos como ovelhas, e as colinas, parecendo cordeirinhos.
R: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Ó mar, o que tens tu, para fugir? E tu, Jordão, por que recuas
deste modo? Por que dais pulos como ovelhas, ó montanhas? E vós,
colinas, parecendo cordeirinhos?
R: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 18, 21-19, 1
- Aleluia, Aleluia, Aleluia!
- Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos! (Sl 118, 135)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus:
Naquele tempo: 21Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: 'Senhor,
quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete
vezes?' 22Jesus respondeu: 'Não te digo até sete vezes, mas até setenta
vezes sete. 23Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar
as contas com seus empregados. 24Quando começou o acerto, trouxeram-lhe
um que lhe devia uma enorme fortuna. 25Como o empregado não tivesse com
que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a
mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26O
empregado, porém, caíu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava:
'Dá-me um prazo! e eu te pagarei tudo'. 27Diante disso, o patrão teve
compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28Ao sair dali,
aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas
cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: 'Paga o que
me deves'. 29O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: 'Dá-me um
prazo! e eu te pagarei'. 30Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e
mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31Vendo o que
havia acontecido, os outros empregados ficaram muito Tristes, procuraram
o patrão e lhe contaram tudo. 32Então o patrão mandou chamá-lo e lhe
disse: 'Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu
me suplicaste. 33Não devias tu também, ter compaixão do teu
companheiro, como eu tive compaixão de ti?' 34O patrão indignou-se e
mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a
sua dívida. 35É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se
cada um não perdoar de coração ao seu irmão.' 19,1Ao terminar estes
discursos, Jesus deixou a Galiléia e veio para o território da Judéia
além do Jordão.
- Palavra da Salvação
- Glória a Vós, Senhor
Comentário do dia por Santo Agostinho (354-430)
Bispo de Hipona (norte de África), Doutor da Igreja
1º sermão
«Perdoa-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos» (Mt 5,12)
Todo o homem é devedor de Deus e tem o seu irmão como seu devedor.
Haverá alguém que não deva nada a Deus, senão Aquele em quem não se pode
encontrar pecado? E quem é o homem que não tem um irmão como seu
devedor, senão aquele a quem ninguém ofendeu? Parece-te possível que
haja um único homem a quem não se possa contabilizar qualquer falta para
com um irmão?
Portanto, todo o homem é devedor de alguém e tem os seus devedores.
Por isso Deus, que é justo, deu-te uma regra para seguires com o teu
devedor, e Ele próprio aplicará esta regra para com o seu. Existem, com
efeito, duas obras de misericórdia que nos podem libertar; o próprio
Senhor as formulou de uma forma breve no seu Evangelho: «Perdoai e
ser-vos-á perdoado», «Dai e dar-se-vos-á» (Lc 6,37ss). A primeira tem a
ver com o perdão, a segunda com a caridade.
Tu desejas obter o perdão dos teus pecados e também tens pecados a
perdoar a alguém. O mesmo se passa com a caridade: o mendigo pede-te
esmola e tu és o mendigo de Deus, porque todos somos, quando pedimos,
mendigos de Deus. Todos nos prostramos diante da porta do nosso Pai, da
sua enorme riqueza. E suplicamos-lhe gemendo, desejosos de receber dele
alguma coisa: ora essa coisa é o próprio Deus. Que te pede o mendigo?
Pão. E tu, que pedes a Deus? Nada menos que o próprio Cristo, que disse:
«Eu sou o pão vivo que desceu do Céu» (Jo 6,51). Quereis ser perdoados?
«Perdoai e sereis perdoados.» Quereis receber? «Dai e dar-se-vos-á.»